quinta-feira, agosto 11
Grito mudo e isolado
Desabafo
Sobre ir e levar a tua dor
terça-feira, novembro 23
quinta-feira, novembro 11
trapezista
Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora. Eu queria ser trapezista, minha paixão era o trapézio. Me atirava do alto na certeza que alguém segurava-me as mãos não me deixando cair. Era lindo mas eu morria de medo, tinha medo de tudo quase: cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encostada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo. Do que não ficava pra sempre.
Era outra vez outro parque, outro circo, ciganos e patinadores. O circo chegou na cidade, era uma tarde de sonhos e eu corri até lá. Os artistas se preparavam nos bastidores para começar o espetáculo e eu entrei no meio deles e falei que queria ser trapezista. Veio falar comigo uma moça do circo que era a domadora, era uma moça bonita, mas era uma moça forte, era uma moçona mesmo. Me olhou, riu um pouco e disse que era muito difícil mas que nada era impossível. Depois veio o palhaço Polly, veio o Topsy, veio Diderlang que parecia um príncipe, o dono do circo, as crianças, o público... De repente apareceu uma luz lá no alto e todo mundo ficou olhando, a lona do circo tinha sumido e o que eu via era a estrela Dalva no céu aberto.
Quando eu cansei de ficar olhando pro alto e fui olhar pras pessoas, só aí eu vi que estava sozinha.
Texto de Antônio Bivar
Extraído do Disco Drama 3°Ato - 1973
quinta-feira, outubro 21
Vergonha alheia
segunda-feira, agosto 16
meus olhinhos, nosso aperto.
domingo, maio 23
domingo, abril 11
Em que lugar a gente se perde a ponto de não ver mais o monstro no espelho?
'nem sempre é so easy'
domingo, março 14
Som de S e P de pontada
quarta-feira, fevereiro 10
Desculpe pelos excessos.
quinta-feira, outubro 22
João.
domingo, outubro 18
o que fica depois do vendaval.
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sexta-feira, outubro 16
gosto dos escritos do cfa.
(Caio F. Abreu)

