Há 11 anos
terça-feira, abril 4
segunda-feira, abril 3
ilha.
Um querido me colou no msn um verso que me comparava a uma ilha. Justificando que tudo aquilo que vive cercado por tudo aquilo que o matou é uma ilha. Achei fofa a comparação e agradeço o cuidado que me inspirou. Eis a visão que tenho das ilhas:
Elas são um misto de magia, mistério e sensação.
Magia que invade os corações dos casais (drogados de paixão) e os acomoda na melhor cadeira pra ver o pôr do sol no fim da tarde.
Mistério que isola o executivo de todo o capitalismo e mesmo sem pôr fogo no escritório, aquilo não mais o incomoda.
E sensação, tão intensa, de que é preciso partir, cruzar o mar e chegar ao continente pra então poder seguir viagem.
Elas são um misto de magia, mistério e sensação.
Magia que invade os corações dos casais (drogados de paixão) e os acomoda na melhor cadeira pra ver o pôr do sol no fim da tarde.
Mistério que isola o executivo de todo o capitalismo e mesmo sem pôr fogo no escritório, aquilo não mais o incomoda.
E sensação, tão intensa, de que é preciso partir, cruzar o mar e chegar ao continente pra então poder seguir viagem.
quarta-feira, março 29
retrato em branco e preto
"O que é que eu faço contra o
encanto
desse amor que eu nego tanto,
evito tanto,
e no entanto
volta sempre a enfeitiçar.
Com seus mesmos tristes velhos fatos que num álbum de retratos
eu teimo em
colecionar.
Lá vou eu de novo como um tolo
procurar o desconsolo que eu cansei de conhecer.
Nossos dias tristes,
noites claras,
versos,
cartas,
minha cara, ainda volto a lhe escrever.
Pra lhe dizer que isto é pecado
eu trago o peito tão marcado
de lembranças do passado e você sabe a razão.
Vou colecionar mais um soneto,
outro retrato em branco e preto
a maltratar meu coração.
[Tom e Elis]
encanto
desse amor que eu nego tanto,
evito tanto,
e no entanto
volta sempre a enfeitiçar.
Com seus mesmos tristes velhos fatos que num álbum de retratos
eu teimo em
colecionar.
Lá vou eu de novo como um tolo
procurar o desconsolo que eu cansei de conhecer.
Nossos dias tristes,
noites claras,
versos,
cartas,
minha cara, ainda volto a lhe escrever.
Pra lhe dizer que isto é pecado
eu trago o peito tão marcado
de lembranças do passado e você sabe a razão.
Vou colecionar mais um soneto,
outro retrato em branco e preto
a maltratar meu coração.
[Tom e Elis]
de um trabalho acadêmico saiu isso.
EXAGERO - essa era a lei. No amor e na entrega. A música tocava nos encontros. Cazuza era o animador que os seguia. O "play" vinha nos momentos certos. Ele, aventureiro nato. Eu, louca apaixonada. Os dois, um caso ímpar.
- A melhor de todas é vida louca vida.
- Não conheço.
- Caraaaaalho! É a melhor de todas!
- Nossa! Tô curiosa!
- Eu não vou mostrar. Um dia você vai saber.
- Por quê?
- Porque se não, não tem graça. Promete que vai escutá-la por acaso?
- Prometo!
Promessa cumprida.
- A melhor de todas é vida louca vida.
- Não conheço.
- Caraaaaalho! É a melhor de todas!
- Nossa! Tô curiosa!
- Eu não vou mostrar. Um dia você vai saber.
- Por quê?
- Porque se não, não tem graça. Promete que vai escutá-la por acaso?
- Prometo!
Promessa cumprida.
Hoje, a música faz abrir o baú:
O momento era do último adeus. O instrumento inicia. O coração acelera, pula. A inquietação não era de paixão. A voz era do poeta. A letra também.
A vida era loucura. Foi imensa nos vinte anos vividos. Os versos agiam. Fui invadida pelos pensamentos, apenas: de que valiam as grifes, a cultura, o diploma, as regras e as futilidades se tudo acabaria daquele jeito? Viver não era preciso. Não fazia sentido. É coisa normal morrer. Foi bom tudo. Tão bom que não se pode acabar. Por favor, tirem essa música que eu não quero mais pensar.
O volume subiu. Cada palavra machucou. A canção tornou-se biográfica. Era como ele via a existência. Cena de filme: ele na moto, vento no rosto, sem limite. A música berrava que se ele não podia levar a vida, que ela o levasse.
Estava aflita. Incomodada. Tudo seria diferente se houvesse silêncio. A melodia, a poesia, o cantor. Eles singularizavam o momento. A tristeza ganhou trilha sonora.
O refrão era um estímulo à vida ou uma rendição? Não interessa. Ele era um pouco dos dois: viveu tudo que havia para ser vivido. A morte não o apavarova, não o apavorou. Que lindo, que lição. Vontade de parar o momento. De só escutar algo tão idêntico ao amado. De parar no tempo. Ela fazia o medo sumir.
O momento era o auge da tristeza possível de ser sentida, vivida, sofrida. O instante final da despedida do amor, do amado. Eu estava alheia. Medo do futuro. Pra onde iriam os planos, as decisões? Uma tontura, um desejo de ser tudo um mal entendido. A razão desabituada a agir, sumiu de vez.
A dor era contagiante. A música também. Vontade de batucar. De bater com o pé no ritmo da melodia. Mas as pernas já nem eram mais sentidas. Alguma coisa estava errada. Se tinha cazuza, tinha que ter o amado por perto.
Caralho!!! Era essa a música? A preferida? Sim, era essa!
- Ei, acorda. Era essa a sua música preferida? A melhor de todas? Ei, responde.
Não respondeu. O jeito era ouví-la sozinha. E lembrar da expressão dele ao descrevê-la. Lembranças não faltaram. Os beijos, as conversas, os desencontros…
Cada lágrima rimava com a música, que tornava tudo infinitamente mais dolorido, mais emocionantes, mais marcante, mais eterno. Por alguns instantes, parecia não haver porque chorar, mesmo assim o fazia. Minhas mãos juntaram-se. Ora imprensavam o peito, ora arranhavam-se umas às outras. Ah se aquela dor fosse fisica…
Segunda repetição da estrofe principal. Isso quer dizer alguma coisa. Tá perto do fim. Flutuei, gritei, chorei. Vontade de lembrar de tudo. De voltar no tempo. Já que vc não pôde levar a vida, ela levou você. Eu vou junto. Não, eu fico. Quero viver igual a você. Tornar dessa canção o meu hino. Partir como heroína. Viver de maneira louca. Sabendo que o crime não compensa. Que coisa linda. Linda de morrer. Pensei em tudo. No fim, não pensava nada. O olhei. Gosto dele sorrindo. Então não quis olhar. Mas preciso. O volume tá baixando. Vai acabar.
Meu peito ficou espremidinho. Eu dei adeus. Fechado para sempre. A música estava nos segundos finais. Já não havia nada mais entre os dois. A não ser o vazio e o silêncio que chegava. Ele voou deste mundo. A dor, tal qual a música, vai diminuindo, até acabar. Mas as sensações voltam cada vez que for dado o “play”.
Guardo essas recordações num baú velho. Envernizado de lágrimas. Dentro, o silêncio faz eco. Fora, tem trilha. Destranquei-o, revivi, senti-o de novo. Por 4 minutos e 15 segundos, ouvi a voz desafinada, o sorriso moleque, o amor e a saudade. Vi(va) a vida. Levo só o que foi bom.
O baú volta a fechar.
quinta-feira, março 23
domingo, março 12
arte bordada no peito.
Onde nasci tinha um cinema que fechara em 1980. Não havia teatros. Palcos só nos auditórios mal conservados que não traziam camarins nem espelhos, as cadeiras eram desconfortáveis, os banheiros sem descargas, as cortinas mofadas e sucatas nas coxias. Mesmo assim cresci com essa paixão. Hoje tudo é tão forte mas delicado como papel vegetal. Cada vez que o sino toca e um refletor se acende no Brasil, pode-se chamar isso de vitória cultural, qualquer que seja o espetáculo. Parabéns para todos os artistas cênicos do Ceará que conservam a ousadia de sonhar numa terra de miseráveis.

sábado, março 11
.
Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Vargas, suicidou
Nietzsche, enlouqueceu
E eu, não vou nada bem
Chatterton, suicidou
Cléopatra, suicidou
Sócrates, suicidou
Goya, enloqueceu
E eu, não vou nada nada bem
Chatterton, suicidou
Marc-Antoine, suicidou
Van Gogh, suicidou
Schumann, enloqueceu
E eu, puta que pariu, não vou nada nada bem
Kurt Cobain, suicidou
Vargas, suicidou
Nietzsche, enlouqueceu
E eu, não vou nada bem
Chatterton, suicidou
Cléopatra, suicidou
Sócrates, suicidou
Goya, enloqueceu
E eu, não vou nada nada bem
Chatterton, suicidou
Marc-Antoine, suicidou
Van Gogh, suicidou
Schumann, enloqueceu
E eu, puta que pariu, não vou nada nada bem
quarta-feira, março 8
she.
Um texto feito pra uma data feita:
::
Ela mal nasce, nem cabelos ainda tem,
e já lhe arranjam lacinhos coloridos bem colados à carequinha.
Mulher nasce
Pra ser mais cores entre todas as cores.
Mulher é arco-íris.
Ela mal cresce, mal "desmama" as bonequinhas e
já sai dando colinho para os colegas da escola,
para o amiguinho tristonho, para a mamãe carente,
para o papai cansado, para quem lhe pede abrigo.
Mulher é colo.
Ela entra na adolescência, chama a atenção dos meninos,
dos "maduros" sonhadores, dos passageiros de ônibus,
motoristas e cobradores!
Mulher é tentação.
Quando já passa dos 20, quantas histórias já conta!
Já teve amor malogrado, já teve o primeiro beijo,
o primeiro namorado, despedidas, desencontros,
alegrias inesquecíveis, sucessos, também fracassos.
Mulher é novela.
Vai para os 30, 40, 60 ... não crê que alcança os 80!
Quantos amores! Quantas marcas!
Uniões, filhos, empregos, patrões (dentro e fora de casa),
metas alcançadas, tantos desejos frustrados, tantas palavras já ditas,
muitos silêncios impostos, compreensões, incompreensões,
traições e mil desgostos.
Mulher é história.
E quando ela deixa o mundo,
em algum canto do quarto acha-se um fio de cabelo,
vê-se uma oração à antiga cabeceira,
ouve-se sua canção favorita, seu confessor travesseiro e
a mancha da última lágrima.
Mulher é saudade.
Mas ela sempre renascerá em outras mulheres, sempre será o que veio para ser, sempre cumprirá sua missão de Luz entre os homens, sempre será apenas e tão somente o que é. Apenas e tão somente Mulher.
::
::
Ela mal nasce, nem cabelos ainda tem,
e já lhe arranjam lacinhos coloridos bem colados à carequinha.
Mulher nasce
Pra ser mais cores entre todas as cores.
Mulher é arco-íris.
Ela mal cresce, mal "desmama" as bonequinhas e
já sai dando colinho para os colegas da escola,
para o amiguinho tristonho, para a mamãe carente,
para o papai cansado, para quem lhe pede abrigo.
Mulher é colo.
Ela entra na adolescência, chama a atenção dos meninos,
dos "maduros" sonhadores, dos passageiros de ônibus,
motoristas e cobradores!
Mulher é tentação.
Quando já passa dos 20, quantas histórias já conta!
Já teve amor malogrado, já teve o primeiro beijo,
o primeiro namorado, despedidas, desencontros,
alegrias inesquecíveis, sucessos, também fracassos.
Mulher é novela.
Vai para os 30, 40, 60 ... não crê que alcança os 80!
Quantos amores! Quantas marcas!
Uniões, filhos, empregos, patrões (dentro e fora de casa),
metas alcançadas, tantos desejos frustrados, tantas palavras já ditas,
muitos silêncios impostos, compreensões, incompreensões,
traições e mil desgostos.
Mulher é história.
E quando ela deixa o mundo,
em algum canto do quarto acha-se um fio de cabelo,
vê-se uma oração à antiga cabeceira,
ouve-se sua canção favorita, seu confessor travesseiro e
a mancha da última lágrima.
Mulher é saudade.
Mas ela sempre renascerá em outras mulheres, sempre será o que veio para ser, sempre cumprirá sua missão de Luz entre os homens, sempre será apenas e tão somente o que é. Apenas e tão somente Mulher.
::
segunda-feira, março 6
real.idade
"Ela ensinará seus filhos a acreditarem em duendes.
Ela os levará para passear no parque e onde os outros vêm apenas o orvalho da manhã sobre a grama, ela lhes mostrará os colares deixados pelas fadas após dançarem ao luar.
As capricornianas tendem a criar um mundo mágico e de fantasia para seus filhos. E é onde elas próprias vivem..."
Ela os levará para passear no parque e onde os outros vêm apenas o orvalho da manhã sobre a grama, ela lhes mostrará os colares deixados pelas fadas após dançarem ao luar.
As capricornianas tendem a criar um mundo mágico e de fantasia para seus filhos. E é onde elas próprias vivem..."
domingo, março 5
sexta-feira, março 3
Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só trocando passos com a solidão
Momentos que são meus
E que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessa que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas talvez você nem queira ouvir...
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só trocando passos com a solidão
Momentos que são meus
E que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessa que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas talvez você nem queira ouvir...
quinta-feira, fevereiro 16
cm
no meio dos grandes, eu sou pequena.
no meio de quem é igual, eu sou grande.
em casa é Carolzinha
no trampo é D. Caroline.
dualista sem opção.
em dois mundos opostos, uma só.
à deriva de julgamentos e desejos que sejamos, no mínimo, iguais.
coração puxa pro lado pequeno. razão puxa pro grande.
no meio de quem é igual, eu sou grande.
em casa é Carolzinha
no trampo é D. Caroline.
dualista sem opção.
em dois mundos opostos, uma só.
à deriva de julgamentos e desejos que sejamos, no mínimo, iguais.
coração puxa pro lado pequeno. razão puxa pro grande.
escolhas
venho me metendo em lugares absurdos.
o último foi um universo de moda, dinheiro e verdades incontestáveis.
ao sair de lá, não se leva nada que não seja o arrependimento.
o último foi um universo de moda, dinheiro e verdades incontestáveis.
ao sair de lá, não se leva nada que não seja o arrependimento.
domingo, fevereiro 12
em 25 de maio de 2005:
(...) Dizer que amo é redundante. Você sabia, em cada gesto, em cada momento em cada atitude. Dizer que você vai fazer falta, que a sua presença sempre muito forte vai fazer falta, sua risada que era a sua continuação, que fazia parte de você, que se fundia com sua imagem, sua dignidade e seu talento. Um talento incomum, de gênio, de pessoas que iluminam a vida de todos nós só por existirem, só por serem tão especiais. E você era assim. Falar do seu jeito exagerado, mas tão carinhoso, com a mão sempre estendida, causador das loucuras boas que eu tive, cúmplice de sustos. OS frutos desse amor são incontestáveis, suas sementes estão em mim e eu cuidarei dela. E pensar que existem tantas pessoas que não vivem com essa certeza. Vivem com medo. Iludidas pelo que sentem ou pelo que acham que sentem. Andam com bengalas de alma. O amor é forte, independente e por isso a liberdade é inquestionável, é eterna, é segura, é pra sempre. Mesmo assim, isso não me impede de chorar... você faz falta!
em 24 de abril de 2005:
Gui p.e.r.f.e.i.t.o como sempre
Conversava comigo, desabafava e me ouvia
Me fazia feliz com sua presença
Com ele, nada mais valia... Por ele, tudo valia...
Hoje, minha tristeza tem cheiro
Há cinco anos tudo começou e parece que foi ontem
Há cinco meses ele se foi e parece que já faz tanto mais
Choro como um criança
Meu coração fica apertado
Lembro-me nitidamente de seus olhos azuis transparentes
E nós dois sentados conversando
O amor não cabia
Lembro-me nitidamente de seu sorriso branco radiante
E nós dois em uma mesma festa
No meio de encontros e desencontros, olhares que falavam tanto
Lembro-me nitidamente de seu coração de anjo
E nós dois devorando madrugadas em conversas
Me contando seus amores, lhe contando os meus
Contando nossas alegrias e tristezas
No fim, não havia ele Não havia eu Falávamos de nós
Acordar na madrugada, a inquietação que a paixão traz
E com você eu virava para o lado fingindo nem vê-lo mas escutando cada palavra...
Em você, a certeza de um amanhã
Coragem de um lutador
Sua vida caminhava pelos amigos, pelos irmãos, pelos pais
Sentindo o vento no rosto, voando, voou...
Sua dor deve ter sido imensa (Ah se eu estivesse com você...)
O tão sonhado encontro não aconteceu
Mas, no domingo, houve um telefonema
Nosso último beijo foi mandado
Ah, lembro-me tão bem que cada palavra parecia eterna
E tornaram-se
Ele me pediu que contasse meu sonho
Não contei
Deixei pra depois
Dor
Queria apenas saber qual era esse sonho que eu tanto falava
Curiosidade de menino
Teimosia de menina
Dor
Sem forças para caminhar Sem saúde Mas seu coração permanecia pulsante
Ele sendo cuidado
Eu em sua casa sentada na sala, no chão
No mesmo que fora palco de tanta felicidade
De manhã, tomamos um suco e brindamos sua melhora
Ele amanhecera tão bem
Renascia a esperança
Foi lindo
Foi triste, inesquecível.
Dia sofrido, algo estava para acontecer
Dia estranho
Meu coração pediu e não fui à escola
Tentei colocar na sua parede um quadro
Os pregos não entravam
Entortavam,
caíam,
dobravam...
Às seis e meia,
ao mesmo tempo em que a medicina tentava
Tentaram...
Sua alma voou deste mundo.
Naquele troço, Seu rosto não estava bem, Onde estava o seu sorriso?
Dor
Foi como uma estrela para um lugar indefinido
Enfim ele foi em paz
Deixando a saudade de uma belo homem
Deixando sua coragem
Sua alegria
Suas histórias
Suas esperanças
E eu
a cama, o colchão, as madrugadas, os sonhos, o sorriso.
João Guilherme, Gui, Amigo Amor Minha estrada
em 24 de Janeiro de 2005:
Não foi um conto de fadas pois ele não chegou em um cavalo branco.
Não foi um conto de fadas pois ela não morava em um castelo encantado.
Nem agiam politicamente corretos como o fazem príncipes e princesas.
Não foi um conto de fadas mas foi um filme perfeito onde era rara a tal da mera semelhança com a realidade.
E o filme começa ele passando naquela moto linda e a mocinha olhando. Então, eles se conheceram e foi amor à primeira como nos conto de fadas.
E ela começou a amar moto, pois sua felicidade viera em duas rodas, sentindo o vento bater no rosto, sentindo não haver limites. E não havia! Então, eles viveram cenas maravilhosas.
Não foi um conto de fadas pois o príncipe jamais dormiria no colo da princesa por dois shows no meio do ceará music. E isso seria perfeito.
A princesa jamais ligaria todas as vezes que voltasse de uma balada e eles conversariam por horas. E isso seria indescritível.
O príncipe e a princesa jamais iriam pra cozinha preparar macarrão sábado à noite. E isso seria o melhor programa que já vivera.
O príncipe jamais jogaria celular e tênis pela janela do carro pra dizer que essas coisas materiais não valem nada. E ele se tornaria seu herói.
A princesa jamais fugiria de madrugada para um passeio de carro e esqueceria do mundo todo.
O príncipe jamais ligaria bêbado e se declarando.
A princesa jamais ligaria bêbada se declarando.
Essas coisas se encaixam melhor com o mocinho e com a mocinha.
Podia ser um conto de fadas. Pois tem o príncipe loiro de olhos azuis e a princesa que vive e morre de amor.
Mas foi um filme... E não se pode mudar o final dos filmes. Ela poderia ir com ele. Mas seu amor é tão forte que, a cada segundo, supera a dor de tê-lo perdido e quer viver pra relembrar todas as cenas. Agora, a mocinha odeia moto, pois ela levou sua felicidade. Agora, a mocinha vive poraí. Pedindo força a Deus. E tentando ser feliz. O mocinho, para sempre e sempre estará com ela. A trilha sonora a faz lembrar. A iluminação perdeu sua força. Mas o roteiro continua... O filme foi estreado há 5 anos E, hoje, completam-se 2 meses que ele saiu de cartaz. Para sempre será lembrado
adoro baús
Eles aparecem nos meus textos, lembranças e decoração. Esse treco marrom, antigo, pesado e repudiante de tanta naftalina me faz querer rever, reler e reviver muita coisa. E, por consequência, reamar. Abrindo um deles, achei um tanto. Havia poeira e mofo. Havia escritos que registraram dor. Mas havia lá, num pacotinho invisível, escritos que registraram perfeição. Mas esses são meus, apenas.
quinta-feira, fevereiro 9
por um mapa
Acordei sem saber pra onde ir. Mesmo sabendo que não estou perdida.
Os remédios me livraram de tpm, a vida me livra de paixão que alucina e a consciência me mantém lúcida. Mesmo assim, desconheço essa estrada.
Amanhã passa.
espero eu.
Os remédios me livraram de tpm, a vida me livra de paixão que alucina e a consciência me mantém lúcida. Mesmo assim, desconheço essa estrada.
Amanhã passa.
espero eu.
domingo, fevereiro 5
as cem razões do amor
"Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
(Vinícius de Moraes)
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
(Vinícius de Moraes)
Assinar:
Postagens (Atom)

